Desvendando a Elasticidade da Demanda no Mercado Atual

Desvendando a Elasticidade da Demanda no Mercado Atual

No atual panorama econômico de 2025, compreender a elasticidade da demanda é essencial para empresas, consumidores e formuladores de políticas. Este conceito fundamenta decisões estratégicas que impactam diretamente preços, produção e competitividade.

Ao longo deste artigo, apresentamos conceitos teóricos, dados atualizados, exemplos práticos e recomendações capazes de inspirar e orientar ações concretas em diversos setores.

Conceito Fundamental

A Elasticidade-preço da demanda mede a variação percentual na quantidade demandada em resposta a alterações no preço. Uma pequena variação no valor pode desencadear um movimento expressivo nas vendas, caracterizando uma demanda elástica se adapta rapidamente. Já quando a quantidade muda pouco, dizemos que a demanda é inelástica.

Além do preço, outros fatores determinam a sensibilidade do consumidor:

  • Concorrência e disponibilidade de substitutos
  • Sazonalidade e contexto macroeconômico
  • Valor percebido e fidelidade à marca
  • Escassez ou exclusividade do produto

Panorama do Mercado Atual (2024/2025)

Em 2025, o PIB brasileiro cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre, reflexo de uma desaceleração comparada aos 2,2% do mesmo período de 2024. A indústria projeta um avanço de cerca de 1,7%, bem abaixo dos 3,3% observados em 2024, segundo a CNI.

Esse cenário é influenciado por juros elevados (taxa básica de 15%), aumento das importações e sobretaxas de 50% impostas pelos EUA a produtos brasileiros, pressionando exportações e estimulando realocações de mercados.

Comportamento do Consumidor

Pesquisa SKIM (2025) revela que 72% dos consumidores latino-americanos atribuem maior peso ao preço em suas decisões de compra em 2024 do que no ano anterior. Esse movimento demonstra a busca incessante por valor percebido pelos consumidores, incluindo qualidade, entrega ágil e atendimento diferenciado.

Além disso, 58% dos entrevistados afirmaram comparar preços com mais frequência, migrando para redes mais acessíveis quando percebem altos patamares de custo.

Elasticidade e Setores

No comércio internacional, as exportações brasileiras de manufaturados à NAFTA apresentam elasticidade-preço de -2,1: um aumento de 10% no preço gera queda de 20% no volume exportado. Já commodities como carne, café e minério mantêm demanda mais inelástica e costumam redirecionar destinos conforme tarifas e mercados.

A indústria de transformação enfrenta estagnação, com parte do aumento de demanda suprido por importações, em vez de produção interna. Esse movimento evidencia a necessidade de competitividade através de ajuste dinâmico de preços e agregação de valor.

Fatores que Influenciam Elasticidade

Diversas variáveis determinam a sensibilidade dos consumidores ao preço:

  • Juros altos reduzem poder de compra e limitam crédito, diminuindo a disposição para gastos.
  • Concorrência intensa e maior acesso a alternativas elevam a elasticidade.
  • Sazonalidade e crises econômicas podem alterar padrões de consumo.
  • Lealdade à marca torna a demanda mais inelástica, preservando vendas mesmo com aumentos.
  • Estrutura tributária e tarifas externas influenciam diretamente a formação de preços.

Aplicações Práticas e Tecnológicas

No e-commerce e varejo digital, modelos preditivos e algoritmos de inteligência estimam elasticidades por produto e permitem simulações automatizadas de cenários de preço. Essas ferramentas auxiliam empresas a:

  • Ajustar preços em tempo real conforme movimentação de estoque e demanda.
  • Personalizar ofertas e promoções para diferentes segmentos de clientes.
  • Otimizar margens de lucro sem comprometer o volume de vendas.

Por exemplo, uma campanha de moda reduziu 10% do preço em determinadas linhas, elevando a demanda em 60%, mas em outras categorias teve resposta inferior, reforçando a importância de campanhas promocionais segmentadas geram maior eficiência.

Impactos Recentes e Tendências

O aumento de tarifas dos EUA pode comprometer o crescimento do PIB brasileiro em até 0,5 ponto percentual nos próximos anos. Estudos projetam que a desvalorização do real varie entre 5% e 10% no curto prazo após novas medidas protecionistas.

Em 2025, as expectativas de crescimento foram revisadas para diversos setores:

Desafios e Recomendações

Para enfrentar esse cenário, políticas econômicas e estratégias corporativas devem convergir.

Governos e bancos centrais podem considerar a redução da taxa básica de juros para estimular a retomada da demanda interna, reduzindo o custo do crédito e fomentando investimentos.

Empresas, por sua vez, devem ir além de descontos, investindo em valor agregado, programas de fidelidade e ofertas personalizadas. O papel do analista de dados é crucial, pois decisões estratégicas baseadas em elasticidade exigem cruzamento de variáveis econômicas, logísticas e comportamentais.

Conclusão

Entender e aplicar corretamente a elasticidade da demanda no contexto de 2025 representa uma vantagem competitiva significativa. Ao aliar conceitos econômicos, tecnologia de ponta e análise comportamental, empresas podem otimizar preços, maximizar receitas e fortalecer relacionamento com consumidores.

Em um mercado em constante transformação, a habilidade de reagir rapidamente às mudanças de preço, adaptando estratégias e valor percebido, definirá líderes e pioneiros nos próximos anos.

Robert Ruan

Sobre o Autor: Robert Ruan

Robert Ruan